O ano de 2010 começou de forma triste para nós que militamos no movimento filantrópico. De forma trágica, perdemos no Haiti a nossa querida e estimada Zilda Arns, a quem chamávamos de Tia Zilda, copiando a forma carinhosa de como o seu sobrinho e nosso amigo, o Senador Flávio Arns se referia à criadora da Pastoral da Criança.
A última vez que estive com Tia Zilda foi no ano passado, durante um voo para Brasília, onde discutíamos questões ligadas ao movimento social e à filantropia. Convidei-a para uma visita à Pestalozzi de Niterói, que ela nos prometera fazer este ano. Desejo nosso que sempre foi adiado por ela, devido a sua atribulada agenda de trabalho.
A passagem de Tia Zilda pela vida de milhões de pessoas não foi em vão. O seu sorriso estampado sempre no rosto, a sua forma carinhosa de lidar com todos e a perseverança com que seguia em frente com seus ideais, serve para que tenhamos força para continuar o nosso trabalho e, com certeza, servirá como um Norte para as milhares de pessoas que têm a tarefa de dar continuidade à sua causa.
Temos a certeza de que Deus reservou para ela um lugar especial, assim como temos certeza de que seu trabalho, durante muitos anos, servirá de estímulo para muitos que acreditam no voluntariado e na filantropia.
Foi um privilégio para nós, termos tido a oportunidade de sermos contemporâneos de uma pessoa como Tia Zilda e com ela aprender a ser mais solidário.
Lizair de Moraes Guarino
Presidente da Pestalozzi