Pestalozzi de Niterói reafirma liderança em inclusão no IV Encontro da Pessoa Amputada

INSTITUIÇÃO DESTACA SEU PAPEL NA REABILITAÇÃO, INCLUSÃO E QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS AMPUTADAS EM EVENTO MARCANTE EM NITERÓI.

Pestalozzi debate políticas de atenção à pessoa amputada

Ao lado da nutricionista Priscila Vogel, a fisioterapeuta Alessandra Neves, responsável pelo Setor de Amputados da Pestalozzi, fala durante o evento
A Pestalozzi de Niterói realizou mais uma edição marcante do IV Encontro de Conscientização da Pessoa Amputada, reunindo profissionais, pacientes e familiares em um dia de debates, troca de experiências e fortalecimento da inclusão. O evento, destaque do Abril Laranja, reforçou o compromisso da instituição com a reabilitação integral e a ampliação de possibilidades para pessoas amputadas. Confira os destaques e os depoimentos que emocionaram o público.

A quarta edição do Encontro de Conscientização da Pessoa Amputada, realizado pela Pestalozzi de Niterói, consolidou o evento como uma das principais iniciativas do Abril Laranja no Estado do Rio de Janeiro. Com auditório cheio e participação ativa de profissionais da saúde, pacientes, atletas e familiares, a abertura do evento foi conduzida pela presidente da Pestalozzi, Jussara da Silva Freitas.
“É um momento de unir esforços, ampliar o diálogo e reafirmar nosso compromisso com a autonomia e a dignidade de cada pessoa atendida pela Pestalozzi”, afirmou a presidente.

Ao longo do dia, mesas temáticas reuniram especialistas de diferentes áreas para discutir aspectos biológicos, psicológicos e sociais da amputação. Os debates abordaram temas como reabilitação funcional, protetização, saúde emocional, desafios cotidianos e histórias de superação, sempre com grande participação do público. A troca de experiências reforçou o caráter acolhedor e formativo do encontro, que se consolidou como espaço de escuta e construção coletiva de conhecimento.

A coordenadora de reabilitação da instituição, Débora Milbourm, destacou que o evento reflete o trabalho realizado diariamente pela equipe multiprofissional. “Aqui, reafirmamos o que vivenciamos na prática: um atendimento humanizado, integrado e voltado para a autonomia do paciente amputado. O encontro é uma extensão do nosso compromisso com cada trajetória”, explicou.
A integração entre os setores da instituição também foi ressaltada pela presidente Jussara da Silva Freitas, que enfatizou o papel estratégico da parceria entre a equipe de reabilitação e a Oficina de Órtese e Prótese. “Esse alinhamento permite oferecer um cuidado mais completo, com soluções que atendem às necessidades reais dos pacientes e de suas famílias”, destacou.

A coordenadora da Oficina de Órtese e Prótese, Ana Paula Ferreira, reforçou o impacto direto do trabalho técnico na vida dos usuários. “Cada prótese representa uma nova possibilidade de recomeço. Nosso compromisso é garantir mobilidade, independência e qualidade de vida, e isso ficou evidente nos depoimentos e nas vivências compartilhadas ao longo do evento”, afirmou.
A Pestalozzi de Niterói agradeceu a todos os profissionais, palestrantes e participantes que contribuíram para o sucesso da edição, com destaque para a equipe organizadora, cujo empenho foi fundamental para a realização do encontro. A instituição também reconheceu o apoio da ABOTEC (Associação Brasileira de Ortopedia Técnica), parceira essencial na promoção de ações voltadas à reabilitação e inclusão da pessoa amputada.

Com mais uma edição bem-sucedida, o IV Encontro de Conscientização da Pessoa Amputada reafirma o papel da Pestalozzi de Niterói como referência no cuidado integral, na defesa da inclusão e na construção de caminhos que ampliam possibilidades e fortalecem vidas.

Você sabe o que faz um terapeuta ocupacional?

Cristiane Vieira fala sobre a importância da terapia ocupacional na vida das pessoas
No IV Encontro de Conscientização da Pessoa Amputada, a Pestalozzi de Niterói transformou uma dúvida comum — o que faz um terapeuta ocupacional — em experiência prática. Durante o Abril Laranja, profissionais, pacientes e familiares vivenciaram, juntos, como a terapia ocupacional promove autonomia e reconstrói trajetórias após a amputação. Acesse a matéria completa e veja como esse trabalho faz a diferença.

O evento, que reuniu profissionais, pacientes, familiares e atletas, destacou a importância da terapia ocupacional na promoção de autonomia e na reconstrução de vidas após amputações.
Em mesa temática mediada por Cristiane Vieira, terapeuta ocupacional da instituição, o debate foi conduzido para além da teoria. Ao lado das atletas de canoagem Joelma Teles e Lívia de Assis Aguiar, Cristiane apresentou ao público um panorama vivo do impacto da profissão no cotidiano de pessoas amputadas.
Joelma Teles compartilhou sua trajetória no relato intitulado “Como descobri minha força”, no qual descreveu o processo de adaptação após a amputação e o papel do esporte na retomada da autoconfiança. Já Lívia de Assis Aguiar apresentou o tema “Os limites ‘transforma(dores)’ da mente”, destacando como a prática esportiva e o acompanhamento terapêutico contribuíram para ressignificar desafios físicos e emocionais.

Os depoimentos evidenciaram elementos centrais da terapia ocupacional: adaptação, autonomia e possibilidade. Segundo Cristiane Vieira, o trabalho do terapeuta ocupacional vai muito além da reabilitação física. “Trata-se de reinventar formas de viver, de apoiar cada pessoa na construção de novos caminhos, seja nas tarefas diárias, no retorno ao trabalho ou na descoberta de novas potencialidades”, afirmou durante o encontro.

A presença das atletas reforçou a relação entre esporte e reabilitação, mostrando como a prática esportiva pode se tornar um instrumento de identidade, protagonismo e fortalecimento emocional. Para o público presente, os relatos funcionaram como demonstração prática do alcance da terapia ocupacional — uma área que, muitas vezes, ainda é pouco compreendida.

O encontro encerrou deixando uma reflexão que ultrapassa a pergunta inicial. Mais do que questionar o que faz um terapeuta ocupacional, o evento convidou o público a observar quantas vidas esse profissional ajuda a reconstruir diariamente.

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Remada da Amputação impulsiona a inclusão em Niterói

Marcus, atendido pela Oficina de Órtese e Prótese da Pestalozzi, e Alexandre, paciente do Setor de Amputados, participando da Remada em Charitas
Há três anos, a Remada da Amputação vem mudando vidas na Praia de Charitas, unindo reabilitação, esporte e inclusão. O projeto, realizado pelo PCD em Movimento e pela Pestalozzi de Niterói, já levou pacientes amputados a se tornarem paratletas e criou uma rede de apoio que cresce a cada encontro. Conheça as histórias e os resultados que estão inspirando a cidade.

A Remada da Amputação vem se consolidando como referência em inclusão, reabilitação e qualidade de vida. Integrando a programação do Abril Laranja, mês dedicado à conscientização sobre amputação, a ação reúne pacientes, profissionais e familiares em encontros regulares na Praia de Charitas.

O PCD em Movimento é presidido pela fisioterapeuta Thaís Vianna e tem entre suas diretoras a fisioterapeuta Alessandra Neves, responsável pelo setor de amputados da Pestalozzi. O projeto nasceu inspirado no trabalho de reabilitação desenvolvido pela instituição, que também selecionou os primeiros participantes.
“Nosso objetivo sempre foi mostrar que a amputação não limita possibilidades. A remada é uma ferramenta poderosa de reabilitação física, mas, principalmente, de fortalecimento emocional e social. Criamos um ambiente acolhedor, onde cada participante evolui no seu tempo e se reconecta com a sua autonomia”, afirma Thaís Vianna.

Os encontros acontecem quinzenalmente em canoas polinésias, em frente ao quiosque 19, na Praia de Charitas. A proposta é recreativa, inclusiva e aberta a pessoas com qualquer tipo de deficiência, além de seus familiares. Em média, cerca de 90 participantes se reúnem a cada edição, formando uma rede de convivência, superação e estímulo à prática esportiva.

Na atividade mais recente, realizada em 11 de abril, estiveram presentes pacientes da própria Pestalozzi, como Alexandre Rocha Pinto, acompanhado pelo Setor de Amputados, e Marcus Aurélio da Conceição, atendido pela Oficina de Órtese e Prótese, onde recebe sua prótese pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A participação dos nossos pacientes em iniciativas como essa é fundamental para complementar o processo de reabilitação. Eles ganham confiança, autonomia e passam a se enxergar além da limitação física, como protagonistas de suas próprias histórias”, destaca Alessandra Neves.

Três anos após sua criação, o projeto já apresenta resultados expressivos: cinco pacientes amputados da Pestalozzi passaram a competir em campeonatos oficiais de canoa polinésia, tornando-se paratletas e exemplos de superação.

A iniciativa reforça o papel da Pestalozzi de Niterói como referência em reabilitação e inclusão, demonstrando, na prática, como o esporte pode transformar vidas e abrir novos horizontes para pessoas com deficiência.

Usuário destaca acolhimento, cuidado e excelência profissional da Pestalozzi

A carta ressalta o papel essencial de cada setor da Pestalozzi de Niterói
Usuário reconhece, em mensagem emocionada, o trabalho integrado das equipes da Pestalozzi de Niterói em seu tratamento, valorizando desde o primeiro atendimento até a atuação multidisciplinar que transforma vidas. A seguir, veja o que ele diz na carta.

A carta de agradecimento evidencia o impacto humano e social do trabalho desenvolvido pela Pestalozzi. O documento, enviado por um usuário atendido na unidade, destaca a qualidade do acolhimento, o cuidado com o ambiente e a competência técnica e empática dos profissionais que atuam diariamente para promover inclusão, dignidade e desenvolvimento.

A manifestação ressalta o papel essencial de cada setor — Portaria, Secretaria, Serviços Gerais, Equipe Multidisciplinar e demais profissionais — reconhecendo que a excelência da Pestalozzi Niterói é resultado de um esforço coletivo, pautado pelo respeito e pela dedicação.

Íntegra da Carta

À Superintendência da Pestalozzi,

É com imensa gratidão e admiração que escrevo esta nota para expressar meu mais profundo reconhecimento pela excelência do trabalho realizado por esta unidade. A dedicação de vocês transforma vidas e serve de exemplo de humanidade e competência.

O Primeiro Acolhimento 

Gostaria de destacar, inicialmente, a equipe da Portaria e da Secretaria. Vocês são o cartão de visita desta instituição. O atendimento sempre solícito, o sorriso no rosto e a eficiência na recepção fazem com que cada pessoa que cruza esse portão se sinta segura, respeitada e bem-vinda desde o primeiro segundo.

O Cuidado com o Ambiente 

Minhas congratulações estendem-se à equipe de Serviços Gerais. Muitas vezes o trabalho de vocês é silencioso, mas é ele que sustenta a dignidade do atendimento. Um ambiente limpo, organizado e bem cuidado reflete o carinho e o zelo que a Pestalozzi tem por seus assistidos e familiares.

A Excelência Técnica e Humana 

À Equipe Multidisciplinar e a todos os demais profissionais, meu respeito pela competência técnica aliada à empatia. Ver o entrosamento entre médicos, terapeutas, professores e assistentes é inspirador. A forma como vocês integram diferentes saberes para oferecer um cuidado holístico é o que define o padrão de excelência desta instituição.

Conclusão 

Obrigado por serem mais do que profissionais; vocês são agentes de transformação. Que este espírito de união e dedicação continue guiando o caminho de cada um de vocês.

Com os meus melhores cumprimentos,

Aymoré C. Oliveira / 31/03/2026

 

Cem anos de história, inclusão e transformação social

A Fenapestalozzi preparou um calendário especial para marcar o centenário do Movimento Pestalozziano
Em 2026, o Movimento Pestalozziano completa 100 anos de atuação no Brasil, celebrando um legado pioneiro na defesa dos direitos das pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Hoje, são cerca de 180 organizações em todo o país, promovendo inclusão por meio da saúde, educação, assistência social, trabalho, cultura e participação comunitária. Conheça essa trajetória centenária que continua transformando vidas.

A história do Movimento Pestalozziano no Brasil teve início em outubro de 1926, com a criação em Porto Alegre (RS) do primeiro Instituto Pestalozzi, pelo professor Thiago Würth, inspirado nos ideais do educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi.

O crescimento da rede foi impulsionado, sobretudo, pela atuação da educadora Helena Antipoff, responsável pela fundação da primeira Sociedade Pestalozzi do país, em Belo Horizonte, em 1932, e pela expansão do modelo em diversas regiões brasileiras.

Em Niterói, essa trajetória começou em 1948, com a criação da então Sociedade Pestalozzi do Estado do Rio de Janeiro, denominação que refletia o contexto histórico da época, quando o município era a capital do antigo Estado do Rio de Janeiro. Desde então, a instituição tornou-se referência no atendimento e na promoção da inclusão de pessoas com deficiência, acompanhando as transformações sociais e ampliando continuamente sua atuação.

Ao longo das décadas, o Movimento Pestalozziano evoluiu e passou a atuar de forma integrada em todo o país, especialmente após a criação da Federação Nacional das Sociedades Pestalozzi (Fenapestalozzi), em 1970, fortalecendo a articulação entre as instituições e a defesa de políticas públicas inclusivas.

Como parte das comemorações do centenário, a Fenapestalozzi estruturou um calendário especial de atividades ao longo de todo o ano de 2026, reunindo ações em diversas regiões do país. Recentemente, também foi lançada uma logomarca exclusiva em celebração aos 100 anos do Movimento Pestalozziano, simbolizando a trajetória, a unidade e o compromisso histórico da rede com a inclusão.

A data máxima do movimento é celebrada nacionalmente no dia 26 de outubro, instituída como o Dia Nacional do Movimento Pestalozziano pela Lei Federal nº 12.054, de 9 de outubro de 2009, que incluiu a data no calendário oficial de comemorações do país.
A presidente da Fenapestalozzi, Ester Alves Pacheco, destaca a importância desse momento histórico. “Celebrar os 100 anos do Movimento Pestalozziano é reconhecer uma trajetória construída com muito esforço, dedicação e compromisso com a inclusão. O calendário de atividades e a criação da logomarca do centenário reforçam a unidade da nossa rede e o nosso olhar para o futuro, mantendo viva a missão de transformar vidas e promover uma sociedade mais justa e acessível para todos”, afirma.
A Associação Pestalozzi de Niterói integra com orgulho essa trajetória centenária, reafirmando diariamente seu compromisso com a inclusão, a autonomia e a qualidade de vida de seus usuários. Por meio de serviços nas áreas de saúde, educação e assistência social, a instituição promove oportunidades e fortalece vínculos familiares e comunitários.

Para a presidente da instituição, Jussara da Silva Freitas, o centenário também é momento de reconhecer lideranças que ajudaram a consolidar o movimento no país. “Não podemos falar da história do Movimento Pestalozziano sem destacar a contribuição de grandes nomes que fizeram essa rede crescer. Entre eles, a nossa querida ex-presidente Lizair Guarino, uma das mais importantes incentivadoras do movimento, que atuou de forma decisiva para o fortalecimento e a expansão da Federação em todo o Brasil. Seu legado permanece vivo em cada unidade Pestalozzi e em cada vida transformada”, destaca.

Niterói recebe título de “Cidade Angels” com participação da Pestalozzi

A secretária de Saúde de Niterói, Ilza Fellows, com diretores de hospitais durante a premiação
Niterói acaba de conquistar o título internacional de “Cidade Angels”, reconhecimento que destaca a excelência no atendimento ao AVC. A Pestalozzi esteve presente na solenidade reafirmando seu papel essencial na reabilitação de pacientes. Saiba como essa certificação fortalece toda a rede de cuidado do município.

A Associação Pestalozzi de Niterói participou da solenidade que oficializou o município como “Cidade Angels”, certificação internacional que reconhece a excelência no atendimento ao Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O superintendente da instituição, Juarez Mothé, representou a entidade no evento, reafirmando o compromisso da Pestalozzi com a promoção da saúde e da qualidade de vida das pessoas com deficiência.

O título atesta que Niterói possui uma linha de cuidado estruturada e eficiente, integrando serviços de urgência, hospitais e protocolos de atendimento, além do monitoramento contínuo de indicadores de qualidade no tratamento do AVC.

Para Juarez Mothé, a conquista representa um avanço para toda a rede de saúde e fortalece o trabalho das instituições de reabilitação. “A Pestalozzi de Niterói, como Centro Especializado em Reabilitação credenciado pelo Ministério da Saúde, recebe diariamente pacientes vítimas de AVC que necessitam de acompanhamento contínuo para recuperar funções e melhorar a qualidade de vida. Esse reconhecimento evidencia que o município possui uma rede estruturada, da urgência à reabilitação, e a Pestalozzi tem orgulho de fazer parte dessa rede de apoio, contribuindo para a continuidade do cuidado e para a inclusão dessas pessoas”, afirmou.

(21) 98294-1200
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